Artroplastia Total de Joelho | Dr. Marcelo GarzellaDr. Marcelo Garzella
 

Artroplastia Total de Joelho

Sendo um dos avanços mais importantes na cirurgia ortopédica do joelho no século XX, a substituição da articulação do joelho foi realizada pela primeira vez em 1969. Ela veio beneficiar pacientes com a articulação do joelho severamente degenerada, que já não podem mais realizar atividades simples como caminhar ou subir escadas, ou mesmo aqueles que sintam dor quando sentados ou deitados.

A artroplastia do joelho que em seu inicio era uma cirurgia agressiva, onde se realizam grandes ressecções, hoje procura poupar a maior quantidade de osso possível. Nos procedimentos de hoje são ressecadas somente as superfícies articulares, se procedendo a uma espécie de “recapeamento” da articulação, Logicamente que este só tornou-se possível pela continua evolução nas técnicas cirúrgicas e com o constante desenvolvimento dos materiais utilizados. Hoje se trata de uma cirurgia bem menos agressiva, onde o paciente é liberado para caminhar precocemente, já com apoio total do membro operado, sendo que o procedimento permite uma mobilidade muito próxima do joelho normal, e com uma durabilidade muito maior.

 


EXPECTATIVA DO PACIENTE

Um fator importante para o bom resultado da cirurgia é o entendimento por parte do paciente de o que ele poderá ou não fazer após a Artroplastia Total de Joelho. Mais de 90% das pessoas que realizam Artroplastia de joelho experimentar uma redução significativa na dor e uma melhora importante na habilidade em fazer suas atividades de dia-a-dia. Mas a PTJ não tornará o paciente um super atleta ou permitirá fazer muito mais coisas do que ele fazia antes de desenvolver a osteoartrose. Siga criteriosamente as recomendações do seu Ortopedista, que lhe indicará fazer exercícios sem impacto, respeitando os limites da articulação operada, para que a prótese implantada no seu corpo tenha o melhor funcionamento, e pelo maior tempo possível.

 


CONTRA INDICAÇÃO

As contra indicações absolutas são poucas, mas alguns cuidados são importantes. A história de infecção no joelho, recente ou não deve ser informada ao médico, o qual avaliará o risco para uma PTJ. O defeito circulatório no membro pode ser outro fator a ser observado, com a necessidade de uma avaliação e liberação por parte de cirurgião vascular. Quadros de insuficiência renal crônica, irradiação por Radioterapia no joelho e grandes cicatrizes na pele devem ser avaliadas caso-a-caso, mas nem sempre excluem a possibilidade do procedimento. A presença de infecções urinárias (ou outras), mesmo que na sua forma sub clínica (homens com patologias prostáticas), indica o seu tratamento profilático.

 


O PROCEDIMENTO

Depois de estabelecida a necessidade e viabilidade da cirurgia encaminham-se o procedimento. Embora hoje já seja realizado com maior rotina pelos Ortopedistas, o cirurgião deve ter um treinamento específico para proceder está cirurgia, que tecnicamente demanda bastante conhecimento. O médico deve conhecer as possíveis dificuldades do transoperatório, assim como a maneira de resolvê-las. Além de o Ortopedista realizar uma criteriosa seleção dos pacientes, fica a cargo dele a escolha de um material adequado para a cirurgia, no caso a prótese que será utilizada. Sabe-se que existem várias opções no mercado, mas caberá ao médico a indicação da prótese mais adequada, o qual deverá considerar as características do paciente assim como seu conhecimento técnico sobre os diversos tipos de materiais disponíveis.

No pré operatório o cirurgião realizará cuidadosos estudos sobre os “cortes ósseos” a serem feitos durante o procedimento, sempre seguindo uma técnica direcionada a preservação máxima da articulação. Entenda que neste procedimento não é realizada a ressecção da articulação danificada como um todo, mas sim finos cortes ósseos para somente retirar a superfície articular, onde será fixada a prótese.

Os componentes quando bem colocados trarão perfeita estabilidade para a movimentação da articulação do joelho, sendo o paciente liberado da cirurgia sem qualquer imobilização e já sendo estimulado para caminhar com apoio no membro operado após 24 horas da cirurgia.

PRECOCES

Tromboembolismo pulmonar: complicação que pode ter resultados graves deve ser minimizada com a utilização de medicações anticoagulantes e principalmente com um estímulo a mobilização precoce do paciente.

Infecção: embora de baixa incidência trata-se do grande medo de todo ortopedista; além de todos os cuidados pré e transoperatórios com o paciente, após a cirurgia este usará antibiótico por 48h e deverá seguir os cuidados recomendados pelo ortopedista.

TARDIAS

Falência do material: trata-se da soltura ou do desgaste do material da prótese, que embora não tenha um prazo específico para ocorrer, deve acontecer com o passar dos anos, necessitando de um procedimento de revisão para a sua resolução.

Neste ponto é que devemos pensar em se utilizar um bom material!

Infecção: pode acontecer tardiamente se houver alguma infecção em outro sistema do organismo; cuidados profiláticos serão necessário em algumas ocasiões como em procedimentos dentários.

INDICAÇÃO

A dor no joelho, com limitação funcional importante e dificuldade de deambular são as principais indicação clínicas. Este paciente geralmente tem um quadro já arrastado por muitos anos, pode chegar ao médico já com dor até no repouso, com deformidades angulares na articulação, falseios(insegurança) e perda de mobilidade. Na maioria das vezes terá entre 60 e 80 anos, embora possa acontecer em idades mais precoces, onde as indicações cirúrgicas se tornam muito criteriosas. A avaliação do Rx pelo Ortopedista definirá o estágio da doença, e havendo degeneração articular importante deverá ser indicada a cirúrgia. Este exame também é fundamental para o preparo do Ortopedista quanto aos cuidados durante o ato cirúrgico, sendo um guia importante na realização dos “cortes ósseos”, em concordâncias com os achados do exame físico desta articulação no pré e transoperatório. Demais exames como Ressonância Magnética, Cintilografia Óssea ou exame de sangue somente serão necessários em casos especiais.  

ÉPOCA DA CIRURGIA

A decisão de quando fazer a cirurgia deverá ser tomada entre o médico e o paciente. O profissional deverá avaliar não só a idade do paciente, mas também suas queixas, os achados no seu exame físico e as alterações no Rx. O paciente será informado sobre o procedimento, seus riscos, expectativas e cuidados necessários após uma cirurgia deste porte. É dele também a necessidade de avaliar o quanto a dor e a limitação funcional lhe perturbam no dia-a-dia, para que só então se possa cheguar a decisão de realizar a Prótese Total de Joelho.

CLÍNICA ESPECIALIZADA EM ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

Sempre procure um bom profissional na hora de fazer sua cirurgia

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